Sinop Energia (Usina Hidrelétrica Sinop)

Primeiro empreendimento hidrelétrico do Grupo EDF no Brasil, a Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop começou sua operação em 2019 e é fruto da parceria entre EDF Norte Fluminense (51%), Chesf (24,5%) e Eletronorte (24,5%). Localizada em Mato Grosso, no município de Sinop, a usina tem capacidade instalada de 401,88 MW, sendo responsável pela geração de aproximadamente 50% da energia consumida no estado, o equivalente a 1,6 milhão de pessoas.

A preocupação da nossa companhia com o meio ambiente também está presente na Sinop Energia, onde são implementados sistemas de monitoramento intensivos da qualidade da água do Rio Teles Pires, um afluente do Rio Tapajós que desagua no Rio Amazonas. A medição da qualidade da água é fundamental para o negócio da UHE Sinop, com o objetivo de avaliar em tempo real o que acontece na região para reduzir eventuais impactos ambientais.

Por meio da EDF Norte Fluminense Serviços, somos responsáveis também pela operação e manutenção da UHE desde o início da operação comercial. Atualmente, a operação da usina é feita remotamente pelo time de Macaé, a 2.500 km de distância.

Para o desenvolvimento do projeto desta usina, foi necessária a elaboração de estudos que permitam avaliar os impactos ambientais e a viabilidade do projeto (Estudo de Viabilidade). Assim, seguindo as definições da legislação brasileira, a EDF NF e a empresa de consultoria ambiental ECOLOGUS elaboraram o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). O processo de licenciamento é conduzido junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Conforme Edital Nº 39/2020 publicado no Diário Oficial de União de 21/09/2020, a EDF NF realizou a Audiência Pública Virtual (APV) da UTE NF2 no dia 07 de outubro de 2020 às 19:00 e transmitida online ao vivo. Além disso, durante o período de 20 dias após a APV, ficaram disponíveis a gravação e diversos canais de comunicação (telefone 0800, Whatsapp e e-mail) para que a sociedade pudesse assistir, tirar suas dúvidas, fazer críticas e/ou sugestões. Após a análise do EIA/RIMA e das contribuições recebidas durante a Audiência Pública, o IBAMA pôde finalizar a análise técnica do projeto. O órgão concluiu pela viabilidade ambiental prévia do projeto da UTE NF2, registrada na Licença Prévia Nº 647/2021.

CONHEÇA O EIA E O RIMA

Os estudos encontram-se em fase de análise pelo IBAMA sob o processo de número: 02001.006482/2019-45. Os estudos ambientais forma disponibilizados no site do IBAMA e também no link abaixo.

Clique aqui para baixar o EIA e o RIMA

O projeto

A UTE NF 2 terá capacidade de gerar aproximadamente 1,8 GW de energia elétrica, o que representa 19% da potência elétrica total instalada no estado do Rio de Janeiro. A usina prevê a utilização de três conjuntos de geração independentes e produzirá energia de forma eficiente através em ciclo combinado, a partir da queima do gás natural e do vapor de água.

Macaé (RJ)
Local

1,8
GW

potência aproximada

Gás Natural

combustível

103,08
m³/h

consumo de água

No processo de geração de eletricidade, o vapor será resfriado utilizando-se aerocondensador (ACC), que é um sistema de resfriamento fechado onde o vapor é resfriado a partir de uma corrente de ar gerada por ventiladores. A grande vantagem do uso dessa tecnologia é a redução de, aproximadamente, 90% do consumo de água quando comparado ao uso das torres úmidas, que é a tecnologia convencional.

As instalações serão próximas à usina já existente da empresa, a UTE NF, que servirá de apoio e compartilhamento de algumas estruturas auxiliares, otimizando o serviço e reduzindo o impacto do empreendimento sobre a região como, por exemplo, a utilização compartilhada da outorga de água, visto que o consumo de água da nova usina será reduzido devido à tecnologia do ACC.

Sua integração ao sistema elétrico nacional se dará através de uma conexão com o trecho de linha de transmissão, de 500 kV, que conectará a Subestação Campos 2 (em Campos dos Goytacazes) com a futura Subestação Lagos (em Rio das Ostras), também em fase de licenciamento ambiental.

Dúvidas e sugestões

Perguntas frequentes

  • Por que é necessário construir usinas termelétricas?

    Para atender o crescimento da economia brasileira e o aumento do consumo de energia, o Governo Federal estima que será necessário expandir em 40% a geração elétrica até 2029, conforme indicado no Plano Decenal de Energia (2029). O planejamento energético também aponta a necessidade de investir em fontes de energia com elevada disponibilidade e flexibilidade operativa, garantindo a segurança da operação do sistema elétrico brasileiro.

    Cada fonte de energia tem seu papel fundamental na matriz de geração elétrica brasileira, e a energia termelétrica permite maior flexibilidade operativa e confiabilidade do sistema, visando dar maior segurança no suprimento de energia aos brasileiros. As suas características de armazenamento e partida rápida permitem que as termelétricas gerem energia quando outras fontes não podem, por diversos fatores. Assim, eles atuam como complementariedade das fontes hídricas e alternativas (eólica, solar, biomassa): quando essas são afetadas por fatores da natureza (chuva, vento, sol, entre outras), as termelétricas entram em operação, garantindo que a energia chegue para todos.

    Dessa forma, construir termelétricas também permite aumentar o investimento em novas fontes alternativas de energia sem sobrecarregar o sistema brasileiro.

  • O país precisa de toda essa energia hoje?

    Sim. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que a demanda de energia no Brasil vai crescer 3,6% ao ano até 2029. Este crescimento representa um acréscimo de 2.900 MW médios anualmente e é necessário para atender ao crescimento da economia e a maior necessidade de energia para garantir a produção e consumo.

  • No planejamento da geração energética no país, como é considerado o uso de fontes alternativas como energia eólica, biomassa e solar?

    O Plano Decenal de Energia – PDE (2029) prevê que durante os próximos 10 anos a participação de fontes alternativas (eólica, biomassa e solar) irá dobrar sua participação na geração de energia brasileira. Juntamente com as hidrelétricas, essas outras fontes têm papel importante, mantendo o Brasil em posição estratégica no ranking mundial de países que possuem a maior parte da geração elétrica por fontes limpas e renováveis. Elas atuam na ponta da geração, acrescentando geração limpa e renovável quando há abundância de recurso (vento, sol, e outras) e são complementadas por hidro e termelétricas na geração de base quando fatores externos diminuem seu recurso.

  • Por que o nome da UTE Norte Fluminense 2?

    A empresa EDF Norte Fluminense é conhecida por sua atuação ao longo de 15 anos no norte fluminense, contando com uma usina termelétrica em operação na região desde o ano de 2004. Essa usina, a UTE Norte Fluminense, representa um dos principais ativos EDF no Brasil e, ao longo desses anos, se tornou uma referência no setor elétrico, visto sua confiabilidade e disponibilidade, responsabilidade ambiental e social na região. Desse modo, marcando a consolidação das atividades da empresa na região do norte Fluminense, definiu-se a utilização do nome UTE Norte Fluminense 2 para este novo projeto, não só pela proximidade locacional, mas também pelo compromisso de manter as boas práticas da empresa.

  • Quando o projeto entrará em construção?

    Na fase atual do projeto, a viabilidade socioambiental do projeto está sob análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Quando a análise for concluída, o IBAMA poderá emitir a Licença Prévia (LP). Apenas com a LP o projeto da UTE NF2 poderá ser apresentado no leilão de energia elétrica. Se o projeto for selecionado no leilão, o cronograma da construção será definido. É importante destacar que para o início da construção, se faz necessária a obtenção da Licença de Instalação junto ao órgão ambiental.

  • Qual o prazo de execução da obra?

    A estimativa é que a construção da usina dure cerca de 4 anos.

  • Qual será a estimativa de empregos?

    A UTE NF 2 produzirá um média 1.100 oportunidades de emprego durante a fase de instalação, podendo chegar a 1.800 no pico das obras. Para a fase de operação a estimativa é de 50 vagas de empregos. Durante paradas de manutenção, poderá ser necessária a complementação da equipe em até mais 100 profissionais.

  • No momento das obras, a contratação da mão de obra local será priorizada?

    Tendo em conta o perfil da mão de obra disponível em Macaé, compatível com as atividades de construção civil e montagem eletromecânica demandadas pelas obras, o empreendedor pretende orientar as empresas envolvidas na construção do empreendimento no sentido de priorizar a contratação de mão de obra local.

  • Qual será o impacto sob a qualidade do ar na região?

    As emissões de gases nas chaminés da UTE NF 2 estarão dentro dos limites previstos na legislação e não impactariam a qualidade do ar de modo a torná-la degradada. As concentrações horárias de NO2, mesmo combinadas com as emissões de outros empreendimentos estudados, estão de acordo com os limites da legislação em mais de 99,9% dos eventos modelados. Isso quer dizer que, as violações que podem ocorrer são classificadas como eventos raros (baixa probabilidade de ocorrência), associados a ventos de Sul e Sudeste, com velocidades inferiores a 0,5 m/s.

    Além disso, baseado nos critérios da legislação americana (bastante criteriosa e utilizada como referência mundial) que considera enquadrados resultados que atendam ao padrão em 98% dos eventos modelados os valores acima do padrão de acordo com o resultado do modelo não são considerados representativos para a verificação do enquadramento do projeto aos limites da legislação (inferior a 0,1%).

  • Haverá supressão de vegetação para a implantação do empreendimento?

    Não há remanescentes florestais nas áreas diretamente afetadas pela implantação do projeto. A ADA é constituída por pastagens, em sua totalidade. Assim, a supressão de vegetação será basicamente de gramíneas, com exceção do terreno da Usina, onde serão removidos 16 indivíduos arbóreos isolados, que se encontram dispersos na pastagem.

  • Qual será o impacto da UTE sob o rio Macaé?

    A EDF Norte Fluminense, empresa responsável pelo desenvolvimento da UTE NF2, possui em Macaé a UTE Norte Fluminense, que opera desde o ano de 2004, utilizando água captada no rio Macaé com outorga emitida pelo órgão estadual, logo a jusante da ponte da BR-101. Ao longo dos anos, a UTE NF realizou diversas medidas de otimização na usina existente, como a racionalização de água, que levou a uma redução da utilização do volume captado em relação ao total outorgado. Ainda, o projeto da UTE NF2 prevê uma tecnologia de refrigeração a partir do sistema de aerocondensador (ACC), que reduzirá a necessidade de consumo de água em 90% para a operação da usina quando comparada à tradicional torre úmida. Desta forma, o prjeto considera o compartilhamento a outorga da usina existente, não implicando em comprometimento adicional da disponibilidade hídrica do rio Macaé.

  • Qual será o impacto sobre as propriedades na região?

    A UTE NF 2 contará com estruturas auxiliares que irão atravessar algumas propriedades rurais da região, sendo elas: um gasoduto dedicado, uma adutora e efluente de água e uma linha de transmissão. Como essas estruturas possuírem uma configuração linear, não haverá necessidade de desapropriação total destes imóveis. Sobre o gasoduto, é importante destacar que seu traçado compartilhará a faixa de servidão da estrutura já licenciada da UTE Nossa Senhora de Fátima, já com Licença Prévia, diminuindo o impacto na região. No caso da linha de transmissão e das adutoras de água e efluente, os traçados atravessarão propriedades vizinhas à UTE NF e à UTE NF 2.

    Assim, com o avanço das fases do projeto, prevê-se a negociação de direitos de passagem para estabelecer as faixas de servidão dessas estruturas. Entretanto, as interferências com a estrutura fundiária só serão detalhadas na fase de projeto executivo. Em todos os casos, o processo de aquisição de direito de passagem poderá se dar por negociação direta ou por desapropriação em vista de utilidade pública.

  • O trânsito irá piorar?

    Durante a fase de construção, poderá haver aumento no tráfego da RJ-168, no trecho entre o trevo de Santa Tereza e a cidade de Macaé. Este aumento deve-se ao transporte diário de trabalhadores entre a cidade e o canteiro de obras e, principalmente, ao transporte de maquinário e de insumos provenientes de Macaé. Este tráfego poderá gerar, no período de instalação, um aumento do fluxo de veículos em cerca de 14% no horário de pico e 11% em períodos médio, principalmente no trecho entre a cidade e o entroncamento com a estrada de acesso ao terreno (MC-089). Considerando as atuais condições da RJ-168, as obras do trevo de Santa Tereza, em fase de conclusão, e os demais projetos viários na região, estima-se que o tráfego da obra não produzirá variação significativa ou alteração dos padrões de utilização da rodovia.

Fale com a equipe da UTE NF2!









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